Terça-feira, Abril 05, 2005

Papel higiénico (ou talvez não)

Penso que já vos disse num post anterior que, normalmente, as boas ideias surgem-me quando estou sentado na casa de banho. Pois bem, esta surgiu exactamente num desses momentos de ...( é melhor ficar por aqui...!)

O que é que vocês fazem para matar o tempo enquanto estão a fazer as necessidades fisiológicas sentados? Eu, antes de aprender a tocar viola (ainda estou a aprender... it's a process, you know!), costumava ler. Chatice das chatices, o meu pai deixou à muito tempo de comprar jornais e a única revista que eu recebo, a The Scientist, é devorada num instante. Ficava, portanto, à mercê da revista O Bancário (que o meu pai recebe quer queira, quer não) ou então à mercê d'A Dica. Venha o diabo e escolha!

Pois bem, a solução que eu aqui apresento vai modificar a visão que temos do papel higiénico! Porque é que se desperdiça tanto espaço sem estar escrito? Devia ser obrigatório, para bem da alfabetização e cultura dos portugueses, que o papel viesse escrito.
Obviamente que não poderia ser com notícias do dia, mas pelo menos que estivessem escritos temas de cultura geral. "Desenrole mais uma folhinha e descubra quem foi James Cook" ou "Após ter lido esta peça sobre Hitler, faça bom uso da impressão da fotografia da cara dele!"
Tenho a certeza que em vez de falarem sobre a novela ou sobre a Quinta das Celebridades, o nível da conversa tenderia a aumentar. E até poderia haver diversos tipos de papel, consoante a literacia do cliente: Papel com o abecedário e afins para analfabetos, para doentes da bola haveria a série especial da biografia dos craques, até "Os Maias" poderiam ser impressos! Isto só para dar alguns exemplos.

Passada esta diarreia mental lembrei-me que usam-se/desperdiçam-se toneladas e toneladas de papel higiénico. Deveria haver uma alternativa capaz ao papel higiénico. A solução que idealizei poderá não ser a melhor nem a mais cómoda, mas foi o melhor que consegui imaginar:

Fora com o papel higiénico. Chegou o Aspirador Higiénico!
Acoplado à sanita, imaginem uma espécie de aspirador (obviamente anatómico) com um borrifador de água e outro de perfume. Depois das necessidades fisiológicas feitas, chega a altura de borrifar o belo do traseiro com água morninha ao mesmo tempo que se aspira o que está a mais. Quando tudo estiver limpinho e seco, nada melhor que uma borrifadela com perfume! Quem disse que não pode lavar o seu bum-bum todos os dias com águinha de malvas, hein??

Confesso que esta invenção teria certamente mais aceitação junto de uma determinado grupo de risco da população, mas enfim, à falta de melhor, não se pode agradar a todos!! Alguém com uma sugestão melhor?

Saudações,
Caldeira

Segunda-feira, Março 28, 2005

Japoneses

Estive para escrever sobre uma ideia que me assalta a mente há já algum tempo, mas ao surfar na net deparei-me com invenções japonesas com muito estilo e utilidade (... e muita maluquisse à mistura!) Como é que eu nunca pensei nestas ideias?

http://www.pureesoiree.be/Post/?P_ID=8357

Aqui fica um tributo ao um dos povos que eu mais admiro! A minha invenção fica para segundas núpcias.

Abraços e beijinhos,

Soluto de Lugol

Terça-feira, Março 22, 2005

Farpas




Para uma recente actividade do JVC fui incumbido de cortar folhas de palmeira. Azar dos azares, fui suficientemente descuidado para espetar um pico de palmeira no polegar direito. Escusado será dizer que (errr... não, não é... se fosse escusado dizer vocês não o iriam saber até lerem as próximas linhas!! Malditos "chavões"!!) durante uns dias fiquei com o dedo practicamente inutilizado. São tantas as tarefas que ficam dificultadas pela falta de um dedo! Se a nossa espécie (...bem, se fôr um cão ou outro animal dito irracional suficientemente inteligente para ler esta mensagem, passe para a frase seguinte!) não é perfeita, aproxima-se bastante da perfeição. Entre outras coisas não fui capaz de tocar viola durante uns dias, coisa que me apraz muito. E comer? Experimentem comer uma só vez sem fazer uso desse dedo. É difícil, não é?

Na sequência desde acidente comentei com um amigo meu o que se tinha passado e ele deu-me a ideia de inventar um "saca-farpas", para me ver livre do incómodo pico. Muito magiquei eu nos dias seguintes para inventar um instrumento médico que com ele se fosse capaz de realizar uma cirurgia não-evasiva e ao mesmo tempo eficaz e simples, sem incómodos para o paciente. Não consegui! Talvez o meu relativo falhanço tenha acontecido pelo "treino" que a minha massa cinzenta adquiriu durante a licenciatura. Ao invês de um saca-farpas, decidi aplicar conhecimentos obtidos durante o meu estágio final. Que tal "dissolver" a farpa que se introduz indevidamente no corpo humano?

A minha solução para este problema passa pela junção de dois saberes de campos distintintos:
- A substância dissolvente,
- O veículo para a substância dissolvente.

As farpas são constituídas maioritariamente por material lenho-celulósico (celulose e hemicelulose) que é passível de ser degradado por enzimas. Assim sendo, a substância responsável pela degradação das farpas não é mais que um cocktail formado por um conjunto de enzimas diferentes (no caso, habilmente baptizadas de exo ou endo-celulases e exo ou endo-hemicelulases, conforme o seu modo de acção) que pela sua especificidade e efectividade degradariam as farpas deixando os tecidos humanos incólumes. Mas como fazer para aplicar localmente este cocktail de um modo não evasivo?
É ponto assente! Não gosto de agulhas e sei que muitas pessoas as abominam. Tenho, no entanto, ouvido falar de um novo tipo de seringas que não precisam de agulha para injectarem o seu conteúdo. Funcionam de modo similar a uma pistola, imprimindo uma força tal ao líquido no seu interior que este passa através das primeiras camadas de células do corpo humano. E tudo isto sem que o paciente sinta alguma coisa!

Com esta solução teríamos o nosso problema resolvido: as farpas seriam degradadas em questão de 30 minutos - 1 hora, e o paciente, depois de ter sido tratado sem dor, poderia usar novamente a parte atingida num curto espaço de tempo.

Ahh... ia-me esquecendo de referir que os produtos resultantes da degradação da celulose e hemicelulose são açúcares assimiláveis e metabolizáveis pelo corpo humano, pelo que, ao ser tratado, o paciente estaria igualmente a ser alimentado. Pode não ser a maneira mais agradável de matar a fome, mas lá que resulta, resulta!

Saudações,
Caldeira

P.S. - Passada uma semana, a m€rd@ do pico alojou-se no dedo e quer saír pelo outro lado do dedo. Tenho um inchaço ao pé da unha e, passados uns dias de acalmia, começo a ter dores cavalares. À falta de melhor, amanhã vou ao médico!

Terça-feira, Março 15, 2005

Chuveiro Inteligente



Numa altura em que a poupança de água é um assunto na ordem do dia, nada melhor que invenções para minorar o consumo deste líquido precioso sem que se diminua a qualidade de vida.

Mesmo sendo o meio de tomar banho em que se poupa menos água, o chuveiro ainda tem um defeito: não se desliga automaticamente quando não está a apontar para o utilizador! Um modo de ultrapassar esta questão será a de acoplar um emissor/sensor de ultra-sons unidireccional de alta frequência à "pistola" do chuveiro (perdoam-me quem perceba do assunto, mas não sei como se chama a parte do chuveiro donde sai a água!!!).

Convenhamos que quem está a tomar banho de chuveiro não o afasta mais de 30 cm do corpo. Tendo este facto em mente, o emissor/sensor de ultrassons (que funcionaria de um modo semelhante a um sonar, para quem já viu filmes de submarinos) estaria ligado a uma válvula de água, de tal modo que esta só seria activada quando o sensor detectasse um objecto (corpo humano) a menos de 30 cm (ou a uma distância regulável pelo utilizador). Assim sendo, só correria água pelo chuveiro quando o utilizador realmente precisasse - existem sempre aqueles tempos mortos de procurar o paninho para limpar as costas, buscar o shampôo, ou ainda apanhar o sabonete (literalmente, hein?! Não estejam com outras ideias!!)

Pensei noutras soluções tecnológicas para este assunto (feixe de LASER, acoplar uma espécie de especrofotómetro que detectasse a tonalidade humana, feixe de infra-vermelhos), mas a solução do sonar pareceu-me a mais fazível... alguém com ideias para melhorar o protótipo?

Saudações,
Caldeira

Quarta-feira, Março 09, 2005

Dentes bonitos


Quando tinha 13/14 anos fui pseudo-obrigado a usar aparelho dentário. Sim... aquela monstruosa cremalheira brilhante que só mesmo os pais (...e o dentista!) parecem gostar. Não foi nessa altura que tive a ideia que lhes descrevo. Foi quando uma rapariga pela qual tinha um fraquinho teve também de usar o malfadado aparelho. E eu até nem tinha reparado que ela tinha os dentes assim tão tortos...

Para nos vermos livres daquele aspecto visual pouco convidativo idealizei um novo tipo de aparelho, visualmente menos intrusivo. O aparelho não é mais que uma dentadura oca (com o molde dos dentes nativos no seu interior) feita em parte de um material rígido branco (provavelmente algum tipo de plástico resistente microporoso à água) e também de um material expansivel no interior da dentadura. O material expansível (por exemplo algum tipo de polímero que incha com a água/saliva) seria colocado em pontos-chave no interior da "dentadura" de modo a que quando colocado em contacto com os dentes se expandisse, impelindo-os para os sítios correctos. Depois de algum tempo a "empurrar" os dentes, o material expansível não teria mais capacidade de expansão e teria de substituír-se - um pouco como o "apertar" do aparelho fixo!

Depois de algumas dentaduras os dentes finalmente ficariam direitinhos e o utente mais feliz. Chega de metal nos dentes!

Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005

Corpos Perfeitos

Concerteza que já todos viram na televisão aqueles corpos maravilhosamente esculpidos pelos aparelhos de manuntenção aos quais fazem publicidade. Porém, estou desconfiado as misses e misters que ostentam aquela forma invejável não se servem de nenhum daqueles aparelhos e apostam mais em bons ginásios e, ainda mais importante, em nutricionistas e fisioterapeutas que garantem, através dos seus conselhos, um corpinho invejável. Os consumidores... esses sentem-se invariavelmente defraudados!

Eu sim! Eu tenho uma solução muito melhor! Muito mais à frente! É daquelas invenções que quando saírem da fábrica vão direinhas a Hollywood!

Esta minha ideia começou a germinar quando fiz o meu primeiro trabalho de programação (no saudoso 11º ano) e continuou a maturar nos anos seguintes, durante a minha licenciatura em QA. O progama de que vos falo era simples e tinha como objectivo calcular o Índice de Massa Corporal (IMC), dando conselhos personalizados para aqueles que não tinham um IMC correcto.

A invenção à qual consagro este post foi baptizada de NutriFisio. Já vão saber porquê.
O aparelho não é mais que uma balança colocada num cubículo com emissores/receptores de ultra-sons. Os ultra-sons terão o objectivo de se poder determinar uma imagem 3D da densidade corporal da pessoa em questão. Ligado a este cubículo estará um computador, o qual terá uma base de dados das densidades médias dos ossos, tecidos musculares, "banhas", e restantes tecidos humanos, que servirão de comparação com os dados obtidos do utilizador. Após a análise desses dados o computador dará conselhos nutricionais e um rigoroso horário de exercício fisico apropriado à pessoa em questão.
Imaginando que uma senhora tem um "pneu" a mais no abdómen, o aparelho recolherá dados que o informam que essa zona tem uma densidade corporal inferior à normal (o tecido adiposo tem uma densidade inferior ao tecido muscular) e emitirá um relatório completo, direccionado para aquele problema em concreto, sobre quais as melhores medidas a tomar para o eliminar.
Este aparelho terá uma outra utilidade, mais direccionado porventura às mulheres que já passaram a menopausa. Recolhendo periodicamente dados sobre a densidade óssea, os utilizadores poderam controlar melhor alterações que possam ocorrer, permitindo assim uma acção mais célere e eficaz, evitando várias doenças que decorrem de uma densidade óssea baixa.

Numa versão mais avançada (... e igualmente mais cara!!) o computador terá na sua base dados relativos a diversas caras conhecidas. Assim sendo, o computador poderá comparar esses dados com os obtidos para o utilizador e emitir conselhos que levem a que se consiga ter o corpo ideal! Imagine-se com aquele corpinho que sempre desejou ter. Se cumprir à risca os conselhos do NutriFisio isso será possível! ... Infalivelmente!

Saudações saudáveis,
Caldeira

Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005

Música!

A pedido de muitas famílias, voltei à escrita!

Sempre gostei muito de música, e, ultimamente, até tenho dado mais atenção a ela por causa dos escuteiros. Como não havia ninguém na equipa de animação da secção dos escuteiros a que eu pertenço que soubesse tocar viola (aquele instrumento essencial quando nos reunimos à volta de uma fogueira) tomei a iniciativa de aprender a tocar - a maior parte auto-didacticamente.

Foi aqui que surgiu esta nova ideia. Gosto muito de tocar enquanto "estou a largar os miudos na piscina" (se é que me faço entender!) mas uma coisa que gostaria de experimentar, e que não é possível por enquanto, é a de tocar no banho!

Fazer uma viola que funcionasse dentro de água, além de ser de difícil concepção, seria, imagino eu, de difícil execução prática! Por isso pensei em algo mais simples: a banheira de hidromassagem com sintetizador sub-aquático embutido! O teclado poderá ser semelhante aos já existentes, mas o "corpo" do sintetizador terá de estar guardado num sítio estanque o qual terá uma saida para auscultadores adaptáveis/moldáveis à cabeça, de modo a que a zona das orelhas seja igualmente estanque. A transmissão das ordens do teclado (que será uma peça completamente independente e portátil) para o "corpo" do sintetizador, onde se faz todo o processamento electrónico, será feita via ondas rádio - uma maneira simples e eficaz de ter a minha ideia em prática!

Basta da ideia redutora de só cantar enquanto relaxa no banho! Dê largas à sua imaginação e toque orgão enquanto se banha!